Archive for category Comentários

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A NATUREZA?

terremoto-chile-mlobos1 Primeiro foi um terremoto de 7 graus na escala Richter, que abalou o Haiti, provocando mais de 200 mil mortes e acima de 02 milhões de desabrigados. A este grande sucederam outros de menor intensidade. Na sua esteira tivemos outro terremoto em Taiwan, este, sem grandes prejuízos.

Recentemente tivemos o terremoto no Chile, atingindo mais de 8 graus na escala Richter, provocando mais de 800 mortes e um numero elevado de desabrigados.

O terremoto foi tão forte que destruiu grande parte da cidade de Concepcion, a segunda maior do país, chegando a deslocá-la oito metros de seu lugar. No seu rastro veio um tsunami com ondas de até 40 metros de altura que arrastou tudo a sua frente.

Ainda na semana passada tivemos mais um terremoto de grandes proporções na Turquia e outros de menor intensidade no Chile.

Como Taiwan e Chile têm uma estrutura melhor, estando mais preparados para este tipo de calamidade, apesar do prejuízo material o número de vítimas foi bem menor que no Haiti.

Mas a fúria da natureza não ficou somente nestes episódios.
Tivemos as enchentes na Ilha da Madeira, um inverno de grande rigor tanto nos Estados Unidos como também na Europa, alem de inundações e grandes prejuízos em diversos estados e cidades brasileiras.

Por isso a pergunta inevitável aparece na boca de muita gente: O que está acontecendo com a natureza?

Os mais pessimistas logo vão falar do castigo de Deus ou do fim do mundo, que segundo alguns alarmistas já tem até dia e hora para acontecer.

Porem, terremotos e maremotos são comuns na natureza. Dizem os especialistas que por ano chegamos a ter 1,3 milhões de terremotos, sendo que poucos são os de grande proporção. Maremotos e inundações, volta e meia, acontecem como fenômenos normais da natureza. O problema é que hoje a terra é bem mais povoada e, claro, as consequências são bem maiores.

Sobre as inundações e outras calamidades existem explicações objetivas, pois o crescimento populacional e a expansão das cidades fazem com que surjam bairros e aglomerações humanas em áreas que não deviam ser ocupadas. Os rios estão ficando cada vez mais comprimidos em seus leitos de origem e quando transbordam causam muita destruição.

Sem falar das áreas asfaltadas que não deixam a terra absorver a água das chuvas, o lixo urbano jogado em qualquer lugar e daí por diante.

Necessário se faz que nosso país, apesar de não termos as calamidades de tão grandes proporções como no exterior, esteja também preparado e que os governantes criem estruturas que levem um rápido socorro quando isso acontecer.

Aqui, não podemos deixar de louvar o trabalho da defesa civil e da multidão de voluntários que sempre aparece quando algo de ruim atinge a nossa população.

Padre Inácio Medeiros
Diretor Geral

, ,

1 Comentário

BOAS E MÁS NOTÍCIAS NO CAMPO DA ECOLOGIA

desmatamento Nos últimos dias fomos tomados por boas e más notícias no campo da ecologia e do meio ambiente.

Através dos meios de comunicação ficamos sabendo que da Caatinga, um dos ecossistemas mais abundantes do Brasil quase metade de sua cobertura já se perdeu.
A Caatinga é uma vegetação característica que cobria boa parte dos estados do Nordeste e ainda parte de Minas Gerais e algo do Espírito Santo.

O corte desta vegetação é motivado pela fabricação de carvão que depois é usado nas siderúrgicas de Minas Gerais ou nas pequenas e médias indústrias do próprio Nordeste, especialmente nas cerâmicas e no Pólo Gesseiro do interior de Pernambuco.

Ficamos sabendo também que da Mata Atlântica que cobria mais de um terço das terras do Brasil hoje não resta mais do que 10%, concentrados em algumas reservas ao longo dos estados litorâneos. Aqui no estado de São Paulo sobra pouco mais de 11% deste tipo de floresta.

Nem tudo são flores, é certo, mas temos também algumas boas notícias como a diminuição das queimadas na Amazônia e a redução do desmatamento aqui em São Paulo e em outros estados da federação.

No mundo da ecologia outra boa notícia foi a de que uma grande rede varejista em até 04 anos abolirá totalmente o uso de sacolas plásticas em todas as lojas do grupo. Isto provocará um impacto ecológico significativo. Hoje no mundo cresce o incentivo para os consumidores levarem seus próprios vasilhames aos supermercados, reduzindo a necessidade de se usar o plástico nas bolsas e embalagens. Em diversos países o consumidor deve pagar pelas bolsas plásticas.

Destas boas e más notícias podemos elencar algumas medidas a serem incentivadas pelos governantes e pela sociedade, causando um impacto significativo na preservação do meio ambiente e na redução de varias formas de poluição.

Já está sendo elaborado um projeto de financiamento para as pequenas e médias indústrias do Nordeste e para as siderúrgicas de Minas e do Norte do Brasil. Elas deverão trocar o carvão por outros tipos de combustível, sobretudo o gás. Com isso se reduzirá drasticamente o desmatamento seja da caatinga como dos outros tipos de floresta.

Os grandes grupos econômicos deveriam partir de forma mais intensa para outros procedimentos socioambientais, pois com estas iniciativas o público consumidor se motivaria ainda mais. É preciso banir de vez o uso de sacolas plásticas e de garrafas pet. Recursos para isso eles tem, pois seu lucro é enorme.

E a natureza penhoradamente agradeceria!

Padre Inácio Medeiros
Diretor Geral

, ,

Nenhum comentário.

ESTE SILÊNCIO PRECISA TERMINAR

ditadura-militar No dia 31 de março de 1964 as Forças Armadas brasileiras promoveram um golpe de estado e derrubaram o presidente civil que governava o Brasil, alegando perigo do país passar ao comunismo. Primeiramente formaram um governo interino e depois passaram a governar a nação com presidentes eleitos por via indireta. O primeiro deles foi o Marechal Castelo Branco, seguido depois por outros 04 presidentes.

A partir de 1967 o regime endureceu, os militares dissolveram o Congresso Nacional, acabaram com o sistema multipartidário e impuseram a formação de apenas 02 partidos políticos, a ARENA e o MDB.

Este foi um tempo muito difícil para o nosso país, com a imposição da censura aos Meios de Comunicação e com o cerceamento das liberdades individuais. Os que teimavam levantar a voz contra o regime e os que clamavam pela volta ao Estado de Direito eram perseguidos, aprisionados e muitos torturados. A normalidade democrática somente aconteceria em 1985 com a eleição indireta do primeiro presidente civil depois de 21 anos. Apenas em 1990 a eleição direta para presidente voltaria ao país.

Nos dias de hoje há um forte clamor da sociedade para que os militares abram seus arquivos, revelando o que de fato aconteceu nos “porões da Ditadura”, pois muitos foram os que sofreram com a dureza do regime. O número dos que perderam a vida ou foram torturados ainda não é de todo conhecido, apesar da existência de uma secretaria que já está remunerando as famílias ou os remanescentes que sofreram perseguição da ditadura militar.

Existe muito medo dos militares em contar o que de fato aconteceu, e o silencio que foi imposto, com muito custo vai sendo quebrado.

Apesar da determinação governamental de recolher todos os arquivos dos orgãos ligados ao regime militar, as forças armadas ainda escondiam muitos documentos ou alegavam terem sido destruídos.

Nesta semana a Aeronáutica entregou ao Arquivo Nacional um conjunto de 189 caixas contendo mais de 50 mil documentos como fichas pessoais, relatórios de monitoramento, papéis com segredos diplomáticos ou sobre a guerrilha no Araguaia. Há suspeitas, porém, de que muitos documentos tenham sido queimados ou ainda estejam escondidos.

A orientação do governo é que toda a documentação que ainda esteja de posse das três armas das forças armadas sejam entregues ao Arquivo Nacional para ser analisada e catalogada. Como parte do criticado Plano Nacional de Direitos Humanos foi criada uma Comissão da Verdade cuja meta é identificar e, se possível, punir os torturados do período do regime militar.

Apesar da crise que vem acontecendo desde o final do ano passado, é preciso acabar com este silêncio e trazer luz para esta fase obscura de nossa história, pois as gerações vão passando e isto não pode cair no esquecimento que o tempo provoca.

Padre Inácio Medeiros
Diretor Geral

, ,

Nenhum comentário.

A CAPITAL FEDERAL NÃO MERECE TAL SORTE

Justamente no ano em que celebra o cinqüentenário de sua fundação, a capital federal passa por uma crise sem precedente.

Leia o resto desse post »

Nenhum comentário.

Mudanças Sociais

A grande extensão geográfica do Brasil e a disparidade que existe entre os diversos estados não nos deixam perceber, mas nestes últimos anos vem acontecendo grandes mudanças no panorama social de nosso país.

Este panorama precisa ser levado em consideração por aqueles que pleiteiam cargos públicos nas eleições do mês de outubro.

Alguns fenômenos já são bem nítidos, outros começam a se delinear.

A força da classe média, a famosa classe C é notada por todos, sendo formada hoje por um contingente de mais de 80 milhões de pessoas. O poder de consumo da classe C talvez tenha sido um dos fatores que fez com que a crise financeira mundial não tivesse tanta força em nosso país. A classe C tornou – se por isso mesmo a vedete do comércio e da propaganda, ate mesmo governamental.

Agora as pesquisas nos trazem mais alguns dados interessantes:

Pela primeira vez, desde os anos 80, diminuiu o número de favelas da cidade de São Paulo, mas hoje ainda existem 1.624 favelas na capital paulistana onde vivem mais de 300 mil pessoas e destas, mais de 90 mil em situação de risco.

Claro que este número não chega a esconder outro dado alarmante: A cidade de São Paulo tem hoje 994 mil famílias vivendo em situação habitacional precária. O déficit habitacional só será zerado em 2024.

E a situação brasileira, da qual São Paulo é um espelho, é mais ou menos semelhante.

Outra pesquisa aponta que tem crescido de forma significativa o número daqueles que são considerados ricos. Este seleto grupo de brasileiros ganhou mais 300 mil famílias nestes últimos anos. A classe A no país já conta hoje com  mais de 01 milhão de famílias.

Para ser considerada da classe rica, uma família precisa ter rendimento acima de 20 salários mínimos, perfazendo renda mensal de ao menos 10 mil e 200 reais. O rendimento da classe A nos dias de hoje já é considerado 48% maior que em 2002. Esta classe é consumidora de produtos de alto luxo como carros, barcos  e helicópteros e mora nos condomínios e apartamentos de alto padrão.

Tudo isto deve nos levar a pensar seriamente na realidade dos programas sociais do governo, nas propostas dos futuros candidatos e até mesmo nas propostas que a Igreja nos faz na atual Campanha da Fraternidade.

Pe. Inácio Medeiros

Nenhum comentário.

NÃO PODEMOS SERVIR A DEUS E AO DINHEIRO

campanha_da_fraternidade_2010_2 Mais uma vez temos a oportunidade de Celebrar a Quaresma e, dentro dela, a Campanha da Fraternidade que mais uma vez será ecumênica, celebrada por diversas Igrejas Cristãs.

Economia e Vida é o tema da Campanha de 2010. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro, é o que nos alerta este mutirão de evangelização que a Igreja nos propõe não só para a quaresma, mas para o ano inteiro e para toda a vida.

Vivemos num mundo que teima em nos tirar os valores que garantem a nossa condição de Filhos de Deus e de seres humanos. Vivemos numa sociedade que teima em nos despersonalizar, por causa do desenvolvimento desequilibrado que gera marginalização de milhões de irmãos nossos e degradação do Meio Ambiente, colocando em risco até mesmo a sobrevivência do ser humano no nosso planeta.

Com a Campanha da Fraternidade deste ano a Igreja quer mais uma vez lançar um alerta sobre a essencialidade da vida humana que existe como uma teia aqui nesta terra, ou seja, a vida de cada um está ligada à vida de todos. Por isso mesmo a economia deve estar incluída neste contexto, gerando vida e humanização.

Precisamos de uma economia que não olhe a realidade do mundo apenas pelo prisma do lucro e do muito ganhar, mas por uma ótica que busque a integralidade do ser humano, pois até mesmo a salvação tem a sua economia. Nos livros de teologia se fala da economia da salvação, que vem pelo bem administrar de nossa vida e de coerência com nossos valores.

São tantos os desafios, pois o número de pobres aumenta cada vez mais, sobretudo, nos países do terceiro mundo e o desenvolvimento precisa ser auto – sustentável.

Mas também são tantas as razões para a nossa esperança porque cresce a solidariedade em múltiplas experiências e iniciativas são criadas para buscar uma economia solidária, reforçada pelo compromisso social.

É tempo de fraternidade. É tempo de nos questionarmos sobre a mensagem de Jesus e a forma de responder aos seus apelos por um mundo mais justo e mais irmão.

Você, que nos acompanha todo dia por uma das rádios da Rede Católica sinta – se impelido a viver com coerência a proposta de Jesus, não só na sua vida pessoal, mas integrando ativamente uma comunidade eclesial.

Pe. Inácio Medeiros, CSsR
Diretor – Rádio Aparecida

, ,

Nenhum comentário.

A RECUPERAÇÃO POSSÍVEL

lotacaopresidio1 Padre César Moreira
12/02/10

Defender a tese da recuperação de detentos ou ex-detentos é uma atitude louvável. Mas ir além e criar meios para que isso de fato aconteça é iniciativa rara. Por isso merece apoio. De que adiantam prisões superlotadas sem nenhuma possibilidade de seus moradores divisarem outro futuro? Quem põe em prática um programa chamado “Regresso” é o governo de Minas Gerais através de Lei de subvenção econômica para estimular contratação de pessoas que cumpriram pena ou estão em liberdade condicional.

Salário e encargos de cada recuperando, no valor de dois salários mínimos mensais – mil e 20 reais – serão bancados pelos cofres estaduais junto às empresas. A diferença da iniciativa, em meio a outros projetos emperrados em assembléias e câmaras, é que a verba está garantida em orçamento do governo. Para ter direito à subvenção, o empregador tem de estar em dia com os tributos estaduais além de se cadastrar no Instituto Minas pela Paz, responsável pelo projeto. Em 2010, 300 – dos 3 mil ex-detentos que voltam às ruas – devem ser contratados.

Um aspecto que valoriza essa tentativa de recuperação é a preocupação dos coordenadores em alcançar os objetivos programados. Do contrário, por causa de preconceitos e de dificuldades de adaptação, a experiência pode ser abandonada. O contrato inicial entre governo e empresas é de 24 meses. Para ser admitido, o candidato passa por programa de qualificação e de valorização humana. Há casos de ex-detentos empregados nesse esquema com bons resultados. Quem acredita no ser humano tem mais de querer que o regresso deles à sociedade seja definitivo.

, ,

Nenhum comentário.

O DINHEIRO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS

Padre César Moreira
11/02/10

Faz algum tempo que se discute no Brasil o financiamento das campanhas eleitorais. Fala – se até do uso de dinheiro público, como acontece em outros países. O objetivo é acabar com as diversas formas de se arrecadar verbas que, além das eleições, servem para outras finalidades. Na tentativa de moralizar as arrecadações, o Tribunal Superior Eleitoral quer acabar com as chamadas “doações ocultas”. São as que as empresas fazem aos partidos e não aos candidatos, o que impede de se saber o vínculo entre financiadores e financiados.

Como se busca a transparência nos atos de doadores e beneficiados, os políticos tratam de se precaver. Por isso, os três principais partidos – PT, PSDB e DEM – querem vetar a proposta do Tribunal Eleitoral. E mais: querem também que a norma que proíbe o candidato e o partido de receber doações de certas fontes como sindicatos, igrejas, empresas estrangeiras, órgãos de governo seja suspensa. Ou seja, eles querem liberdade para agir. Interessa ter muito dinheiro para a campanha, o que equivale aumentar a chance de vitória.

Burlar a lei é prática comum, mas cabe ao Tribunal se opor às tentativas e oferecer aos concorrentes condições iguais de disputar a eleição. Origem e destino das doações bem como a severa análise das prestações de contas de candidatos e partidos valem como sinal de avanço na democracia. Sem a honestidade de quem se apresenta para cuidar do bem comum, sem a honestidade do eleitor, sem a legislação precisa e rígida, sem punição exemplar dos criminosos eleitorais, o País perde credibilidade e compromete o seu futuro.

, ,

Nenhum comentário.

O PT AOS 30 ANOS

Padre César Moreira
10/02/10

Foi em 10 de fevereiro de 1980, que, reunidos num colégio católico em São Paulo, 242 delegados assinaram a ata de fundação do Partido dos Trabalhadores. Nascia para a democracia brasileira um dos seus principais partidos políticos, marcado inicialmente como oposição “a tudo que está aí” e com o ideal de “mudar a forma de se fazer política no País”. Conhecido pelo trabalho dos seus representantes no Poder Legislativo e pela defesa constante da ética faltava ao PT o grande passo: chegar ao cume do poder.

E isso aconteceu em 2002, com a eleição do presidente Lula. Porém, com o passar do tempo fatos mostraram que o poder fez mal ao PT, em se considerando que princípios e posturas tão caros no passado foram grotescamente postos em xeque e solenemente abandonados. Pior, a facilidade com que seus líderes justificavam atos inaceitáveis de corrupção, inaugurou uma fase desalentadora na política nacional: a de que os partidos estão nivelados por baixo em relação à ética na política.

Hoje, o PT vive à sombra da figura carismática e vencedora de Lula e, naturalmente, faz o que pode – e também o que não deve – para continuar no poder. Um fato resume bem o que digo: com o PSDB e o DEM, o PT assina documento a favor de doações eleitorais ocultas. É isso mesmo: o partido que tinha o ideal de mudar a forma de fazer política se alia contra a transparência e a retidão. Por mais que petistas fanáticos entendam que o Brasil depois de Lula é um país admirável, é impossível se concordar que essa era a transformação sonhada.

, ,

Nenhum comentário.

Os cargos de confiança

nepotismoPadre César Moreira: Um tema polêmico que faz parte da história da administração pública e para o qual não há regras objetivas capazes de dar solução satisfatória é o dos cargos de confiança.

A multiplicação deles, em geral, é proporcional ao desejo dos governantes de plantão de alojar parentes, companheiros e acomodar interesses políticos.

Apadrinhamento e nepotismo são vícios antigos e até aceitos por adversários que, dada a oportunidade, agem do mesmo modo que por interesses condenavam.

Fatos mais conhecidos dizem respeito ao governo federal. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, somente postos de direção e assessoria superior chegam a 23 mil atualmente.

A explicação oficial é óbvia: trata – se de “reorganizações internas ante a criação de novas estruturas em diversos setores administrativos”.

Se, de fato, isso é verdade, são outros quinhentos. O certo é que as despesas com pessoal do governo disparam comprometendo as contas públicas.

Em tese, é fácil dizer que o cidadão precisa de administrações públicas eficientes, capazes de gerir com zelo e competência o dinheiro arrecadado para garantir qualidade de vida dos contribuintes.

Desperdício, mau uso dos recursos – e pior – desvios de verbas acontecem bem mais do que se consegue apurar. Nem leis para cobrar responsabilidades corrigem a cultura do uso indevido da máquina administrativa e da multiplicação de cargos de confiança. Falta aos homens públicos algo essencial: idealismo e probidade.

, , ,

Nenhum comentário.